Brumado Na Mira
Prefeitura limita acesso de vereadores a repartição pública e gera polêmica em Brumado
Brumado

Prefeitura limita acesso de vereadores a repartição pública e gera polêmica em Brumado

A decisão, vinda segundo os parlamentares do secretário de administração, de restringir o acesso dos vereadores a prédios públicos gerou uma grande polêmica e discussão. Isso porque, os vereadores Harley Souza Lopes (Republicanos) e Vanderlei Bastos Miranda (PDT), o "Boca", tentaram na manhã desta terça-feira (20) o acesso ao Ginásio de Esportes Antônio Alves Ribeiro, localizado na Avenida Centenário, em Brumado, e foram impedidos de entrar. De acordo com os parlamentares, o intuito do acesso ao local seria de fiscalizar, mas foram informados pelo Guarda Civil Municipal do local que a pedido de superiores, eles não poderiam entrar no ginásio. "Depois de várias denúncias viemos até o local para fiscalizar o ginásio que está em total abandono. No entanto fomos pegos de surpresa com a ordem totalmente autoritária do prefeito [Eduardo] e do seu secretário [Maguinho] impedindo o vereador de adentrar ao ginásio. O papel do vereador é fiscalizar o bem público e nós não podemos ser podados de forma nenhuma de entrar em qualquer estabelecimento público do nosso município", argumentou o parlamentar Boca.

Prefeitura limita acesso de vereadores a repartição pública e gera polêmica em Brumado

O vereador Harley justifica que sempre teve o hábito de frequentar o ginásio de esportes acompanhando de perto o esporte de Brumado, mas que na manhã de hoje (20) se deparou com a arbitrariedade sem justificativas. "Não vamos culpar o guarda civil, ele tá fazendo o seu papel, mas a atitude do alto escalão tem deixado a desejar. Liguei no secretário de administração, o senhor Carlos Magno e ele afirmou que só iríamos entrar quando as aulas voltassem. Nós não viemos aqui praticar esporte, viemos aqui fiscalizar um bem público que é do povo. Nós vamos mostrar à população como está sendo tratado o esporte em Brumado", critica o vereador. Para Boca, a medida adotada pelo prefeito pode ser considerada arbitrária, uma vez que dificulta aos vereadores exercerem a função de fiscalização do Executivo, em nome da população. "O vereador não só tem o direito, como o dever de acompanhar e fiscalizar todos os prédios públicos. Sendo impedido, os poderes não estão harmônicos, ferindo a ordem. Tal conduta cria uma desavença entre os poderes e quem mais perde com isso é a população. Amanhã retornaremos aqui, e vamos entrar, nem que seja com a Polícia", conclui.

Fonte: 97news